
Nena foi avistada hoje por alguns populares flutuando, enquanto passava à minha rua.
Mandei logo desentranhar.
As ideias daquelas cabeças, digo.
Normalmente, tenho esse efeito sobre os populares.
Eu passo, e não flutuo nada, acreditem, tenho mesmo dificuldades especiais "derivado" ao meu peso e altura, e os populares que se perfilam à porta do café mandam as suas bocas, normalmente fazendo-me pagar por tudo o que vai mal no país (é normalmente a sina dos licenciados - os dótores - e a cruz dos advogados), mas como eu gosto que me interpelem, e gosto especialmente de contrariar a demagogia do tremoço e do amendoim, mesmo não sendo especialmente eloquente, consigo sempre que eles acabem a abanar a cabeça para cima e para baixo alternando "sim, sim" com "claro, claro".
Sempre é alguma coisa, porque normalmente exibem-se a todoa a extensão do seu bocado de rua, gritando aos passantes (venham a pé, de carro ou de motorizada), "F...-se nino, vai cum c...!" (ouço isto mais ou menos vinte vezes por dia, e esta frase é o equivalente ao mainstream "não me digas");
Quem me conhece sabe que verbero a perfídia da rua, tanto como a canalhice de gabinete.
Vai daí convenci-os de que não tinham visto ninguém.
Verdade seja dita, sei bem que o resultado disto é, apenas e só, a conclusão esotérica:
"Para mim, anda com a gaja."
Pobres populares:).
Pedro Caius
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